Alimentação

    Para muita gente, uma viagem só está completa quando inclui refeições em bons restaurantes. Para outros, conhecer os cardápios badalados não chega a ser prioridade. Há que se concordar, porém, que provar da culinária local é sempre uma experiência enriquecedora. Procure encontrar o equilíbrio: bobagem ficar em função dos restaurantes “obrigatórios”, assim como não vale a pena consumir apenas sanduíches de fast food. A seguir, dicas para comer bem sem comprometer seu bolso.

Guie-se

Comer bem numa viagem não significa, necessariamente, ir a restaurantes caros. Há milhares de estabelecimentos bons e baratos mundo afora. A questão é saber identificá-los. Em vez de ficar rodando em busca do que comer, tenha à mão um bom guia ou colha as informações na internet e leve-as anotadas. Para viagens nacionais, uma dica é o Guia Quatro Rodas, da Editora Abril. Ali você descobre, por exemplo, que o melhor acarajé de Salvador é preparado por baianas em barracas ao ar livre, no bairro do Rio Vermelho. E que a melhor cantina de São Paulo tem pratos a partir de R$ 25. Em viagens internacionais, gourmets levam debaixo do braço o guia Michelin.

Planeje antes

No momento em que estiver organizando seu roteiro de atrações, pesquise sobre restaurantes. Dê preferência àqueles indicados pelo seu guia. E evite estabelecimentos muito próximos a hits turísticos. Esses geralmente estão lotados e nem sempre valem o que cobram.

Devagar com os pratos exóticos

Ao mesmo tempo em que provar pratos típicos é parte da experiência de viajar, procure equilibrar as receitas exóticas às comidas com as quais você está acostumado. Temperos e ingredientes muito diferentes podem se transformar em contratempos de saúde, azedando suas férias.

Almoço executivo

Um jeito de visitar restaurantes mais caros sem comprometer seu orçamento é procurá-los no almoço em vez do jantar. Muitos têm menu executivo a preços bem mais em conta que no período noturno. Sem contar que durante o almoço você pode abrir mão das bebidas alcoólicas, o que faz difereça no valor total da refeição. Para a conta ficar ainda mais leve, dispense o couvert, principalmente se ele não tiver nada de especial - gastronomicamente falando.

Seja flexível

Ao mesmo tempo em que conhecer os restaurantes bacanas é altamente recomendável numa viagem, não deixe que sua programação gire apenas em torno disso. Talvez, em algumas situações, você precise abrir mão daquele bistrozinho “imperdível” em nome de conseguir ingresso para um espetáculo. Nesse caso, siga à lanchonete mais próxima sem se lamentar.

Não espere

Por mais que o restaurante seja bom, barato e recomendadíssimo, é bobagem encarar longas filas à espera de uma mesa. Lembre-se: há muito o que se ver cidade afora e você tem data para voltar. Deixe para uma próxima.

É coisa nossa

Segredo para comer bem sem gastar muito: descubra quais são os ingredientes típicos da região e peça pratos em que eles estejam presentes. Pode ter certeza: serão utilizados produtos frescos. Sem contar que se um prato que leva produtos locais tende a ser mais barato que um prato cujos ingredientes vieram a léguas de distância. Por esse motivo, uma paella pode ser muito mais cara (e menos saborosa) em Goiânia do que em Florianópolis.

Cozinhe

Albergues e flats costumam ter cozinhas à disposição de seus hóspedes. Se você definitivamente não quer gastar com restaurante, eis uma ótima pedida. Basta providenciar os ingredientes no supermercado mais próximo e encarar o fogão. Para quem viaja em turma, essa possibilidade é ainda melhor uma vez que todos podem ajudar no preparo e na arrumação depois.

Estenda a toalha

Inspire-se no mais europeu dos hábitos e economize na alimentação: piquenique. Vá a um supermercado, compre pães, frios, frutas, bebidas, copos descartáveis, guardanapos e dirija-se a um parque agradável. Fazer piquenique é um ótimo jeito de unir refeição e passeio de forma supereconômica. Sem contar que muitos parques têm infra-estrutura para isso, com mesas, bancos e banheiros.