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Passo-a-passo

Conteúdo produzido pela área de Projetos Especiais do Núcleo Turismo da Editora Abril sob encomenda da Caixa Econômica Federal.
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Uma viagem não começa apenas quando você entra no avião ou pega a estrada, mas a partir do momento em que começam os preparativos para ela – seja com uma semana, um mês ou um ano de antecedência. Quanto antes começar o planejamento, maiores as chances de ela dar certo. E o que significa “dar certo”? Uma viagem é bem-sucedida quando você cumpre seu objetivo (passear, descansar, namorar e tantos outros verbos no infinitivo) sem estourar o orçamento. A equação parece fácil, mas, na prática, envolve uma série de escolhas e decisões. A seguir, perguntas-chave que você terá de responder na etapa de preparação da viagem.
 

O que espero dessa viagem?
Definir qual será a abordagem do passeio é o passo número um no planejamento. Você busca agito ou sossego? Praia ou montanha? Passeios culturais ou mordomias à beira da piscina num resort? Vai sozinho, com amigos ou com alguém? Tudo isso tem de ser levado em consideração. Um erro comum é o viajante dizer que está cansado, precisando de férias, e partir para uma viagem que inclui visitas a 10 cidades em 7 dias. Ou seja: em vez de descansar, ele embarcará numa maratona e provavelmente voltará ainda mais exausto. O contrário também acontece: gente que quer agito e, por falta de informação, acaba indo parar numa praia sossegada demais, sem bares, boates ou qualquer sinal de vida noturna. Portanto, antes de escolher o destino e a duração da sua viagem, identifique suas necessidades.
Com quem vou viajar?
Princípio básico: viajar acompanhado sempre sai mais em conta que sozinho. Um quarto duplo num hotel, por exemplo, custa quase a mesma coisa que um quarto individual. Um taxi pode levar duas pessoas, em vez de uma, pelo mesmo preço. Porém, para uma viagem a dois (ou em grupo) dar certo é bom que todos tenham as mesmas expectativas em relação ao destino escolhido. Importante também combinar antes como serão divididas as despesas, se todos os passeios serão feitos em conjunto e qual é o orçamento de cada um. Isso determinará escolhas como hotel, restaurantes e passeios acessíveis a todos. Sem constrangimento pra ninguém.
Vale a pena viajar de pacote?
No Brasil, os pacotes são um ótimo negócio. Operadoras fazem acordos com as companhias aéreas e redes hoteleiras, repassando bons descontos ao consumidor. Geralmente os pacotes incluem hotel, hospedagem e traslados entre hotel e aeroporto e vice-versa. No máximo, um citytour. Pacotes também são ótimos para quem não teve tempo de reservar hotéis e passagens por conta própria ou não sabe direito como fazer isso. A parte chata? O primeiro e o último dia são praticamente perdidos. Gasta-se um tempão no recolhimento dos passageiros espalhados por vários hotéis. Para saber se o pacote é vantajoso, descubra os valores de cada item nele incluído e some-os, como se fosse viajar por conta própria. Lembrando que os preços de “quarto duplo” divulgados nos panfletos são por pessoa, num quarto para dois.
Como funcionam as excursões?
Excursões custam mais caro que os pacotes e atendem ao público que quer sair pelo mundo, mas não tem companhia. Ou tem receio de se aventurar sozinho. Geralmente incluem passeios em ônibus fretados, acompanhamento de guias e refeições, o que é ótimo para quem quer saber exatamente quanto vai gastar. O passageiro não precisa se preocupar com nada, basta obedecer aos horários da programação. O único cuidado é não embarcar em excursões que se propõem a visitar muitos lugares em pouco tempo. Corre-se o risco de ficar mais tempo dentro do ônibus do que fora. Não deve viajar em excursão quem detesta cumprir horários e ter convívio social forçado – você fará todos os passeios e refeições na companhia de pessoas que podem ser agradáveis ou não.
Quero viajar por conta própria. Vale a pena?
Vale, e muito. Nunca foi tão fácil organizar a própria viagem. Pela internet você pode comprar passagens, reservar hotéis, adquirir bilhetes para atrações e assim embarcar com tudo planejado. O único cuidado é se informar ao máximo sobre os lugares que você pretende visitar, comprar um bom guia e fazer um cronograma, levando em consideração o tempo gasto nos deslocamentos. Lembre-se: quanto mais cidades seu roteiro incluir, mais complexa fica a organização.
Viajarei a trabalho. Como posso aproveitar essa oportunidade?
Uma viagem de negócios não precisa ser desprovida de divertimento. Com organização e planejamento você pode facilmente encaixar em sua agenda um ou outro passeio. Descubra antes que atrações você gostaria de visitar e mexa seus pauzinhos para se hospedar próximo delas. Ou, pelo menos, numa área de bons restaurantes. Só não se esqueça de que as despesas relativas a lazer são suas, não da empresa.
Será que planejar tudo não tira a graça da viagem?
De jeito nenhum. Como escreveu Ricardo Freire, autor do blog Viaje na Viagem e do livro 100 Dicas para Viajar Melhor, “o que tira a graça da viagem é se hospedar mal por não ter feito reserva com antecedência e ficar zanzando pela zona de restaurantes sem conseguir escolher um”. Ou seja: quanto mais você planejar e estudar o destino, mais condições terá de identificar roubadas e, sim, perceber oportunidades que não estavam previstas. Segundo Ricardo, por incrível que pareça é do planejamento que brotam os achados.